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Nascida em Inhumas, interior do estado de Goiás (Brasil), a escritora e jornalista Rosana Antonio vive há dois anos em Portugal, depois de ser convidada por uma empresa na qual trabalhava em Londres, para desenvolver por aqui o seu trabalho na área de marketing. Entretanto, Rosana já está pela Europa há mais de dez anos. “Foi em 1996 que tudo começou” - conta ela - “fui para Roma, onde morei por sete anos, fiz faculdade e mestrado em Ciências da Comunicação Social. De Roma fui para Londres, onde fui diretora de marketing de uma das maiores empresas de “Money Trasnfer”, com a mesma empresa estive na Irlanda e em algumas cidades da Suíça (Genebra, Lousane, Berna e Zurique) treinando as equipes de marketing das filiais da empresa e implantando o sistema de agente autorizado na representação dos serviços”. Da Suiça para Portugal, Rosana adaptou-se com muita facilidade, pois já havia estado aqui por quatro vezes em férias, e já conhecia o país. Ela conta - “eu vim morar em Lisboa porque escolhi esta cidade, que é linda, iluminada durante o dia por este sol maravilhoso, iluminada à noite pelos tradicionais candeeiros de mercúrio, que valorizam a arquitetura e tornam a cidade melancólica. Lisboa é, depois de ter vivido em grandes cidades, uma aldeia com recursos de capital, além deste ambiente que favorece muito o meu trabalho, e que me inspira. Mas, o que eu não esperava era encontrar tanto preconceito e falta de informação da parte dos portugueses em relação aos brasileiros. Na minha opinião, a tão comentada relação de países irmãos é somente uma utopia. Irmãos, não dificultam a vida um do outro”.
Atualmente, Rosana está envolvida num projeto do Banco Espirito Santo, onde desenvolve a campanha de comunicação “Quem tem boca vai a Roma e ao BES”. O projeto é direcionado aos clientes brasileiros que, abrindo uma conta no BES à partir deste mês, serão presenteados com o livro “Quem tem boca vai a Roma”. O Banco Espirito Santo estará distribuindo 3.000 cópias deste livro, que foi lançado em Fevereiro no Tivoli Forum, em Lisboa, com direito a presenças ilustres de diversos países, embaixadores, artistas, produtores culturais, e imprensa. A noite começou com as palavras do embaixador brasileiro Lauro Maoreira, ressaltando a qualidade do trabalho da escritora, e após elogios, apresentações, e discursos emocionantes, em meio a canapés e salgadinhos (Restaurante Sabor Mineiro), a noite terminou com uma leitura dramática de um dos contos do livro, feita pelo ator Fernando Terra. 
Sua experiência como jornalista, ajudou, e muito, na confecção deste livro, além de sua força de vontade, é claro. Foi por ter boca, ouvidos e mãos, que Rosana Antonio entra no mundo dos contos através deste livro. “A ideia é falar de pessoas e de histórias, de casos e de acontecimentos, de emoções e de sensibilidades. Este provérbio “Quem tem boca vai a Roma”, cujo significado nada mais é do que “ir a luta”, sempre se enquadrou perfeitamente no meu princípio de vida” - conta Rosana.
Roma foi o principal cenário escolhido pela autora para contar suas histórias que se dividem em oito capítulos (“Nem Tudo Acaba em Pizza”, “Os Desejos da Carne”, “Era Uma Vez”, “Amores de Março”, “Tragédia Grega em Roma”, “O Amante”, “Só Posso Ir para Roma Casada” e “Quem Tem Boca Vai a Roma”). O livro narra a vida de oito imigrantes que viveram em Roma no mesmo período em que a escritora viveu. As histórias são baseadas em fatos reais e os personagens fazem parte do grupo de pessoas que ela conviveu, cujo um destes protagonistas é um português, no primeiro capítulo do livro, “Nem Tudo Acaba em Pizza”. “Quem Tem Boca Vai a Roma” é bilingue (português e italiano), e já tem lançamento previsto em Roma, e pelo o mundo à fora. Sua próxima apresentação, agora em língua italiana, acontecerá em Lisboa, no dia 10 de maio, às 19 horas, na “Libritalia” (Rua do Salitre, 166b).
Rosana Antonio vê seu país com uma grande distância, e não apenas geográfica. “Eu costumo dizer que nasci no Brasil mas sou de muitos lugares. Porque é isso que sinto, adequei na minha vida fatores, hábitos, prazeres ou até sentimentos por parte de algumas culturas que conheci de perto. Sempre tive muita dificuldade em conseguir me realizar profissionalmente no Brasil, o que fluiu com mais naturalidade, e menos barreiras, aqui na Europa. Ninguém e nada tem a culpa do nosso insucesso. Se não temos sucesso em Lisboa, conseguimos em Londres ou em Curitiba, ou em Nagoya, ou em qualquer outro lugar. É preciso experimentar, porque a conquista, na minha opinião, depende da luta” - conclui a escritora. Portanto, fique ligado! “Quem Tem Boca Vai a Roma” já está a venda nas melhores livrarias de sua cidade!.jpg)